The Honey Trees – Bright Fire (2014)

“Uma experiência acústica diferenciada?”

O grupo começou em 2008, lançando um EP intitulado Wake The Earth, produzido por Charlie Peacock em Nashville. Jacob Wick entrou depois. O nome da banda veio do apelido de um dos amigos de Becky Filip. A dupla foi expandida para um quarteto que se apresentou ao vivo. Depois de anos tocando ao vivo, mudando e se aperfeiçoando, eles estavam prontos para lançar um álbum completo. O álbum foi lançado em 8 de abril de 2014, quatro anos depois de começar a gravá-lo. Produzido por Jeremy Larson em seu estúdio caseiro, o disco acabou se tornando uma experiência sonora cheia de boas surpresas.

Bright Fire não é o tipo de som ao qual estou acostumado. Quem me conhece sabe que sou fá de rock e metal. Todavia, sem muito esforço pude perceber que a dupla, com a ajuda de um bom produtor, conseguiu fazer uma pequena obra-prima. Um disco feito de climas, no qual a percussão é responsável por uma tensão que vai do início ao fim do disco. Os teclados se destacam pela forma como se ocultam, participando das composições apenas como plano de fundo e alternando-se, em função das atmosferas. Os vocais são harmoniosos, mas demasiadamente melosos para um fã de heavy metal, e isto os torna um tanto cansativos. Todavia, não comprometendo o produto final.

Mas tem um detalhe que para este que vos escreve, fez toda a diferença. É o que pela primeira vez, através de uma audição pude sentir a profundidade do som. Sim, para um disco produzido num estúdio caseiro, Jeremy Larson simplesmente conseguiu realizar uma experiência incrível. Se você ouvir com bastante calma e atenção, poderá perceber que o som atravessa os teus ouvidos de vários modos e em direções diversas, criando um efeito conhecido como “binalral”. E isto dá à musica uma outra dinâmica. É algo realmente curioso e palpável. Não que isso seja uma grande novidade, mas certamente contribuiu para que a audição tenha me conquistado. Definitivamente, a música contida em Bright Fire tem o poder de causar imagens surreais, através das quais a alma flutua e te leva para vários lugares sem, entretanto, sair do lugar. 

NOTA: 9/10.

Referências:

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