Linguagem #15 – CONCLUSÃO

Quando iniciamos este trabalho, delimitamos nosso percurso intelectual no projeto de monografia, sob a forma de sumário. Agora que chegamos ao momento final da pesquisa, é hora de avaliar se nossos objetivos foram atingidos e de que forma o foram. No primeiro capítulo, buscamos realizar uma contextualização da vida e da obra de Wittgenstein, de modo que pudéssemos adentrar seu pensamento por meio das circunstancialidades nas quais a obra estudada está envolta. Na primeira parte desse capítulo, enfatizamos a trajetória intelectual do autor e as relações que se deram em torno da perspectiva teórica, de maneira a poder perceber como … Continuar lendo Linguagem #15 – CONCLUSÃO

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Linguagem #14 – A palavra enquanto unidade central de significação

A obra aqui explorada tem como cerne o estudo da palavra e seu uso no processo de interação social dos homens. Procura considerá-la em todas as formas e sob todos os aspectos, inclusive, a partir das classes gramaticais e das convenções que se dão em torno do processo linguístico. A palavra é o meio pelo qual o homem pode expressar todo o conjunto de signos linguísticos a que tem acesso. Sendo a palavra a unidade central de significação de nossa linguagem, é através dela que podemos acessar os infinitos significados da realidade, instrumentalizando-nos para interpretá-la. A palavra tem a propriedade … Continuar lendo Linguagem #14 – A palavra enquanto unidade central de significação

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Linguagem #13 – Estética e fisiologia da linguagem

Dissemos anteriormente que as palavras adquirem significação mediante as circunstâncias, e que as circunstâncias se vinculam às maneiras de interação social dos homens. Se assim o é, então, é pela análise das formas de vida que podemos vir a compreender nossa própria linguagem. Concebendo o termo forma de vida, Wittgenstein nomeou as relações que se dão espontaneamente, entre cultura e linguagem, dentro do contexto de ação em que são efetivadas. Para ele, a forma de vida é um fenômeno que deve ser compreendido como resultado de processos linguísticos e extralinguísticos. Desse modo, fazer uso da linguagem é uma prática que … Continuar lendo Linguagem #13 – Estética e fisiologia da linguagem

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Linguagem #12 – Realidade, consciência e subjetividade

A maneira como a realidade é percebida conta em muito para a formação disto que chamamos de significação. Por isso achamos conveniente abrir espaço para abordá-la, levando-se em conta sua aplicação como pano de fundo para toda a nossa argumentação. O segundo Wittgenstein pretende desvincular da concepção tradicional de realidade toda a conotação metafísica que esta adquiriu com o tempo, pelo uso que dela foi feito. Realidade, em sua compreensão, é algo que se constrói cotidianamente, nas relações que os homens formam entre si. Wittgenstein não define com todos os termos o que seja realidade, mas oferece contextos que nos … Continuar lendo Linguagem #12 – Realidade, consciência e subjetividade

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Linguagem #11 – ESTÉTICA E FISIOLOGIA DO FENÔMENO DA LINGUAGEM

Neste capítulo, buscaremos, de acordo com a proposta deste estudo, responder, juntamente com Wittgenstein, à pergunta em função da qual este trabalho propriamente existe. Neste momento da exposição, daremos ênfase ao argumento do filósofo, à forma como seu raciocínio foi dirigido e à finalidade para a qual sua tese se destina. Sem que, de antemão, seja estabelecida uma ordem determinada para o cumprimento desta meta, retomaremos argumentos abordados nos capítulos anteriores, bem como agregaremos outros novos conforme haja exigência. Nossos esforços se concentrarão no sentido de realizar, a partir da apropriação das categorias fundamentais do pensamento de Wittgenstein, uma argumentação … Continuar lendo Linguagem #11 – ESTÉTICA E FISIOLOGIA DO FENÔMENO DA LINGUAGEM

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Linguagem #10 – Wittgenstein, o último representante da …

Wittgenstein absorveu influências das mais variadas, como é possível notar na leitura de suas obras. Teve influências de diversos autores, entre os quais destacamos Boltzmann, Hertz, Schopenhauer, Frege, Russell, Kraus, loos, Weininger, Spengler, Sraffa e Moore[1]. Alguns desses, contemporâneos do filósofo em estudo, não receberam maior menção nesta pesquisa, em virtude de suas obras estarem mais diretamente relacionadas com o Tractatus. Já Platão e Aristóteles, que não têm uma relação direta com nosso filósofo, foram escolhidos para tanto por tratarem, de forma mais específica, dos fundamentos da linguagem e dá lógica. Nesse sentido, podemos situá-los como influências indispensáveis para a … Continuar lendo Linguagem #10 – Wittgenstein, o último representante da …

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Linguagem #9 – Dos fundamentos platônico-aristotélicos para os jogos…

Platão, um dos nomes mais expressivos da tradição, tem o mérito de haver sido o primeiro a tratar da linguagem como objeto de investigação filosófica. A obra Crátilo doou à sua investigação uma pesada carga metafísica. Os conceitos nela contidos baseiam-se na dualidade mundo sensível-mundo inteligível, o que, aliás, é a grande descoberta desse pensador. Ancorou sua investigação na busca pelo significado da palavra, o que equivale à busca pela própria essência das coisas, o qual seria uma causa que subsistisse em relação à própria palavra. Para Platão, as palavras eram criadas por um sábio, o Nomoteta, que, como profundo … Continuar lendo Linguagem #9 – Dos fundamentos platônico-aristotélicos para os jogos…

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Linguagem #8 – Reviravolta metodológico-pragmática e…

Iniciada em 1936, a obra Investigações Filosóficas só veio a ser terminada no ano de 1950. É composta de duas partes distintas, uma das quais foi terminada em 1946 e a outra, bem pouco antes da morte do autor, conforme dito acima. A distinção entre as duas partes se refere à cuidadosa ordenação paragrafal da primeira e à ordem aleatória da segunda. Esta também está dividida em treze partes, ordenadas, como o próprio Wittgenstein disse, “[…] às vezes como longos encadeamentos sobre o mesmo objeto, às vezes saltando em rápida alternância de um domínio para outro […]”[1]. Os escritos nela … Continuar lendo Linguagem #8 – Reviravolta metodológico-pragmática e…

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Linguagem #7 – A REVIRAVOLTA METODOLÓGICO-PRAGMÁTICA

Neste capítulo, trataremos de explicar a obra em estudo através de dados históricos e de categorias fundamentais do pensamento wittgensteiniano. Pô-lo-emos em relação com as perspectivas de Platão e de Aristóteles, por julgar ser esta a forma mais apropriada de confirmar sua nova vertente do ponto de vista segundo o qual seus predecessores abordaram respectivamente a linguagem e a lógica. Esclarecemos que optamos por trabalhar com os autores supramencionados por acreditarmos que atendem melhor as finalidades desta pesquisa, sendo que, neste momento da argumentação, daremos ênfase ao estudo das formas de vida e dos jogos de linguagem, considerando-os como categorias … Continuar lendo Linguagem #7 – A REVIRAVOLTA METODOLÓGICO-PRAGMÁTICA

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